Esgotam-se-me os temas as vezes... não é bem os temas, é a forma de os mandar cá para fora. Escrever sempre foi para mim uma lavagem da alma e do coração. Neste momento estou para aqui cheia de vontade de escrever mas nem sei bem por onde comece. Tenho como som de fundo as gargalhadas completamente histéricas do meu salpico, que brinca com o meu adonis numa tentativa de adiar o banho. Acendi a lareira, e está uma noite linda, aqui no campo onde moro.
Hoje trouxe a minha avó cá a casa. Aproveitamos o sol e sentamo-nos lá fora. comemos ameijoas e salmão grelhado, a acompanhar um vinho do meu cunhado. Ouvia-a, meu deus como adoro ouvi-la, lá no alto da sua sabedoria de 89 anos, toda ela muito direita, toda ela impecável e divertida com o seu copo de vinho. Diz-me que viver é bom. Só assim. Olha filha, que coisa tão boa estar aqui consigo, dê-me cá mais um copinho, viver é tão bom não é? E eu sorrio. Caramba, às vezes inquieto-me com merdices que não interessam ao menino Jesus, e vem a minha avó, senhora de si e do mundo, que enterrou em dois anos um filho e o seu companheiro por 68 anos de vida, e diz-me, sorrindo matreira atrás do vinho que beberica, que viver é bom. Toma lá e embrulha. É isso mesmo, viver é bom....
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sábado, 2 de novembro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Parece que não mas tem tudo a ver
Perguntam-me, qual a grande diferença na tua vida desde que foste mãe? Esta até parece daquelas perguntas de rasteira daqueles exames filhos da puta dos tempos de faculdade em que as que errávamos descontavam no resultado final... e sim, este é um exercício quase impossível, o de nomear a graaande diferença em mim, na minha vida, desde que me estoirou um salpico na vida. Tudo começou na gravidez, logo uma prova de fogo à minha capacidade de amar o ainda invisível. Mais que esse amor, que já vinha testando na espécie de fé que habita em mim, foi a paciência... a capacidade de esperar (quem me conhece sabe que não sou pessoa dada a espera). Depois foi o choque, eh caraças que de repente conseguir lavar os dentes sem sair de escantilhão para socorrer um choro esfaimado virou o momento áureo do dia. A falta de tempo para mim aliada ao cansaço profundo das primeiras noites de um filho (no meu caso as primeiras noites foram cerca de 360, mais uma prova aqui para a amante do sono) foi de facto um estalo na fronha. Mas depois isto do tempo é de facto relativo, e num instante de pânico passa-se a paixão, assim numa velocidade estonteante. Ai que o menino sorri, e o refego benzadeus, vontade de te morder esses pés. O cheiro, o sorriso, as primeiras palavras. A vida encaixa-se nesta nova realidade de uma forma tão natural que quando damos por nós, oh diabo, que já não sei viver sem este meu pequeno ser infernal. Toda eu me derreto, toda eu me desmancho naqueles abraços, risinhos, vozinha estridente na birra e no 'amo mi mãe' que me diz meloso. E com este amor vem uma espécie de pânico miudinho. É este um estado de espirito que acompanha lado a lado este amor soberbo e tsunamico, um pânico miudinho que o miúdo sofra, que caia, que se magoe... é estupido, bem sei, todos nós sofremos e é aliás da dor que tiramos a maior parte das grandes lições de vida. Mas uma coisa é sermos nós a sofrer. Outra são os nossos filhos.
Isto tudo para vos dizer que, depois de muito matutar na grande diferença na minha vida, e vem ela regada com o tudo o que descrevo a cima, é que ganhei um medo que nunca tive. O medo de morrer, de deixar de ver aqueles refegos virarem corpo de homem, de não lhe acompanhar o crescimento, a primeira redação, a primeira bezana, a primeira queca (aqui não é acompanhar acompanhar, mas vocês percebem o que eu quero dizer). Pior. O ele passar por tudo isso e não se lembrar de mim, a desgraçada que o pariu e o ama assim para lá de desvairadamente.
Coisa meia mórbida esta, mas que me tem acompanhado alguns pensamentos, este pânico miudinho, ai jesus se eu lhe falto, quem o amará assim de corpo, alma e coração como eu?
Maneira que estou numa fase de bullets. Dar prioridade àquilo que é importante, redefinir novos hábitos, tornar-me, caramba, numa espécie de mulher saudável.
Mi aguardem.
Isto tudo para vos dizer que, depois de muito matutar na grande diferença na minha vida, e vem ela regada com o tudo o que descrevo a cima, é que ganhei um medo que nunca tive. O medo de morrer, de deixar de ver aqueles refegos virarem corpo de homem, de não lhe acompanhar o crescimento, a primeira redação, a primeira bezana, a primeira queca (aqui não é acompanhar acompanhar, mas vocês percebem o que eu quero dizer). Pior. O ele passar por tudo isso e não se lembrar de mim, a desgraçada que o pariu e o ama assim para lá de desvairadamente.
Coisa meia mórbida esta, mas que me tem acompanhado alguns pensamentos, este pânico miudinho, ai jesus se eu lhe falto, quem o amará assim de corpo, alma e coração como eu?
Maneira que estou numa fase de bullets. Dar prioridade àquilo que é importante, redefinir novos hábitos, tornar-me, caramba, numa espécie de mulher saudável.
Mi aguardem.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Isto de ser mãe
Vinha aqui a ouvir o meu Peter Gabriel, ansiosa por chegar a casa e poder apertar-te bem juntinho de mim (hj foste às picas e foste um valente), e dei por mim nervosa... Ao meu lado vem uma mãe, mais nova que eu, carregando dois miúdos pouco mais velhos que tu... Está cansada, vê-se no tom que lhes fala, nas olheiras que a ocupam... Sem querer fazemos sempre juízos de valor, é inevitável... Também inevitáveis são as constantes comparações dos meus com os teus, os teus com os dos outros... O meu já dorme a noite toda, o meu come sozinho, o meu nunca faz birras, o meu diz austrolopiteco desde os 2 meses... Por tendência comparamos, mas que porra, porquê?? Cada miúdo é um miúdo, cada pessoa é única e irrepetível... E aí está toda a magia da coisa, meu amor... Tu, que vens das entranhas de mim, és tu, unicamente tu... Claro que dá medo, o teu pai que te conte a angústia que sinto sempre que sozinho sobes uma cadeira... Mas tenho sempre orgulho em ti. És valente meu pequenino, desde a minha barriga que és valente!
E não, nem sempre adormeces sozinho, às vezes ainda me acordas, não dizes otorrinolaringologia, e cagas a sala toda às refeições... Mas ris-te quando dizes mãe, e tudo o que eu quero de ti é que sejas feliz...
E não, nem sempre adormeces sozinho, às vezes ainda me acordas, não dizes otorrinolaringologia, e cagas a sala toda às refeições... Mas ris-te quando dizes mãe, e tudo o que eu quero de ti é que sejas feliz...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Dia dos namorados
Porque hoje é dia dos namorados, e sim, sou paneleira e lamechas, não podia deixar de aproveitar esta ocasião, para te dizer uma outra vez, que te amo. Não me canso, nem tenho vergonha de dizer, amo-te, amo-te, amo-te. Amo-te assim a sério, aquele amor urgente, aquele amor que é sangue que corre nas veias. Já lá vão 6 anos de casamento e outros 7 de namoro, somando são tantos anos que juntos nos construímos. O tempo não nos arrefece, pelo contrário, aquece, incendeia em mim força, vontade, ternura, loucura de viver. Estás sempre ali, meu amor, entre cada batida do meu coração, estás aqui dentro implantado, autentico imperador de mim. Olho para trás, e parece que foi ontem, meu deus, éramos tão miúdos…. Olha para nós agora, meu amor, adultos feitos, casados, pais do melhor fruto deste amor. Somos capazes de tudo. Sabias? Juntos somos capazes de tudo… Ficas comigo para sempre?...
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Meu querido avô
Estás presente na minha memória desde sempre. És parte fulcral, uma das mais vincadas raízes que suporta o tronco que hoje me sustenta. Eras o abraço grande, o sorriso aluado, o companheiro crescido das fantasias de criança. Eras tu que me elevavas no ar, tu que me davas a maior moeda do teu bolso sempre que me caía um dente, tinha um mealheiro novo ou simplesmente queria uma pastilha… Eras tu que me levavas sempre ao quisque do jornal e me oferecias o que que eu quisesse, fosse livro de pintura, smurf com gomas ou lápis cor de rosa… foste tu também que incentivaste a minha sede de escrever, oferecendo-me o meu primeiro diário depois de recusado por todos… como me lembro dele, azul com uma boneca sorridente, cadeado para ninguém me ler a alma e cheirinho a segredo de menina… Foste tu que me levaste na mais excêntrica viagem de barco à vela pela baía de Cascais, munidos apenas de bananas e pão (ração de marinheiro sempre disseste), robe de chambre e sandálias anti-peixe aranha. Sempre me carregaste o ego, tão mais do que merecia, sempre me mimaste sem receio do excesso. Ah meu querido avô, és imenso nessa tua sabedoria, és estrondoso na forma de amar… e hoje fazes 92 anos! Conto contigo outros 92! Parabéns!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
É bom, mesmo bom ver a vida dar voltas e reviravoltas, ver o tempo passar-nos, crescer-nos, mudar-nos... tudo mudou, a liberdade de outrora tem fronteiras, tem de ser negociada, organizada, prevista. A alegria triunfante de ser mãe impõe horários, regras, disciplina. Obriga-nos a prever tudo, correr, tropeçar, correr, correr.... Mas é bom, estupidamente bom, saber que, apesar de tudo isto, da vida mudar e impor-nos uma nova forma de a levar em frente, chegamos a casa para uma noite a sós com o marido, e encontramos na parede de ardósia da cozinha uma mensagem intima, quentinha, só para mim... um convite à sedução, uma entrada em grande. É delicioso sentir um formigueiro na barriga enquanto acendemos a lareira, escolhemos o melhor vestido, colocamos aquele baton, acendemos velas pela sala fora. Sei que a felicidade é minha quando não paro de olhar para o relógio na expectatica crescente de o ver chegar. Triunfo no amor quando ele entra, monido do melhor sorriso, com um jantar para dois e um, bom vinho branco, e eu acho que até coro, nervosa, expectante....
É bom, tão estupidamente bom olharmo-nos como se fossemos adolescentes, conversarmos horas a fio como se não nos vissemos há meses....
É bom meu Adonis, meu marido, meu amante e amigo, ver a vida passar ao teu lado, cair e levantar-me, rir e chorar, ver tudo mutar, tudo alterar, e o meu amor por ti ser sempre regado pela paixão de outrora, de quando tinhamos 18 anos e a vida era ainda uma promessa...
Amo-te, já te disse?
É bom, tão estupidamente bom olharmo-nos como se fossemos adolescentes, conversarmos horas a fio como se não nos vissemos há meses....
É bom meu Adonis, meu marido, meu amante e amigo, ver a vida passar ao teu lado, cair e levantar-me, rir e chorar, ver tudo mutar, tudo alterar, e o meu amor por ti ser sempre regado pela paixão de outrora, de quando tinhamos 18 anos e a vida era ainda uma promessa...
Amo-te, já te disse?
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Numa de paneleirices
Trago na alma poucas pessoas. Muito poucas mesmo. Considero-me bastante sociável até, conheço muita gente, no facebook tenho montes de "amigos" e nos anos recebo bastantes telefonemas ou sms's.
Gosto de me rir, de conversar, de sair (dentro daquilo que o meu inveitável sono às 10.30 da noite antes de ser mãe e às 9.30 depois de ser mãe me permite). Gosto de saber das pessoas, como estão, o que fazem onde moram....
E depois há aquele nicho pequenino, pelo qual dava três dedos da minha mão direita. Aquelas pessoas que entraram na minha vida, umas há pouco tempo, outras há muito, e que de uma maneira ou de outra ganharam o meu amor. Porque não me interessa mesmo se me ligam todos os dias, se me oferecem presentes nos anos, ou se se lembram de me dar os parabéns quando faço anos de casada. Quem me conhece sabe bem que me estou a cagar para essas merdas. A verdade é que o lugar cativo no meu coração é conquistado às vezes por um só gesto que me marca, uma entrega diferente. São sempre pessoas que admiro, até chego a invejar.
Quem o é sabe que o é. E tenho a certeza que, quando leres isto loirinha da minha alma, vais saber que estás neste pequeno nicho, com direito a 3 dedos da minha mão direita.
Esta é uma declaração de amor disfarçada. Para ti xuxu. Porque a cada dia que passa te admiro mais.
Adenda: Salpicadas rabanadas, dono das minhas noites, rugas e esterias pós parto, por ti não era três dedos que dava mas toda eu me atirava para uma fogueira vestida de nylon. Adónis do meu coração, tu és metade de mim por isso não contas :)
Gosto de me rir, de conversar, de sair (dentro daquilo que o meu inveitável sono às 10.30 da noite antes de ser mãe e às 9.30 depois de ser mãe me permite). Gosto de saber das pessoas, como estão, o que fazem onde moram....
E depois há aquele nicho pequenino, pelo qual dava três dedos da minha mão direita. Aquelas pessoas que entraram na minha vida, umas há pouco tempo, outras há muito, e que de uma maneira ou de outra ganharam o meu amor. Porque não me interessa mesmo se me ligam todos os dias, se me oferecem presentes nos anos, ou se se lembram de me dar os parabéns quando faço anos de casada. Quem me conhece sabe bem que me estou a cagar para essas merdas. A verdade é que o lugar cativo no meu coração é conquistado às vezes por um só gesto que me marca, uma entrega diferente. São sempre pessoas que admiro, até chego a invejar.
Quem o é sabe que o é. E tenho a certeza que, quando leres isto loirinha da minha alma, vais saber que estás neste pequeno nicho, com direito a 3 dedos da minha mão direita.
Esta é uma declaração de amor disfarçada. Para ti xuxu. Porque a cada dia que passa te admiro mais.
Adenda: Salpicadas rabanadas, dono das minhas noites, rugas e esterias pós parto, por ti não era três dedos que dava mas toda eu me atirava para uma fogueira vestida de nylon. Adónis do meu coração, tu és metade de mim por isso não contas :)
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Amar assim
Um dia meu amor, vou-te contar a história de amor que eu e o teu pai vivemos até te desejarmos... Vou contar-te cada entrelinha, cada sorriso, cada sonho. Vais saber o momento que decidimos que era o dia, que projectamos a vida com mais um membro. Vais saber como demos a mão e choramos quando soubemos que vinhas a caminho... quando te vimos pela primeira vez no médico, e viraste gente apesar de apenas com milimetros... Vais saber a emoção que sentiamos sempre que crecias mais um pouco, a expectativa crescente de te conhecer... A alegria de recebermos as primeiras ropinhas, a procura da casa perfeita para poderes crescer... Um dia meu amor, vais saber o aperto que sentimos quando nos disseram que algo não estava bem. Mas vais saber também que mais um vez demos a mão e juntos decidimos que serias capaz. Um dia meu amor, conto-te cada pedaço da tua história, que é minha e do teu pai também, e vais conhecer o amor incondicional que já sentiamos por ti quando todos os sinais pareciam escuros. Vais saber que nunca desistimos, sempre acreditamos que seriamos capazes, que serias capaz de vencer essa e qualquer outra batalha. Vou contar-te então o dia em que nasceste, que te vimos, pequenino, perfeito, estupidamente nosso. E choramos, eu e o teu pai, porque chorar só cabe a quem é valente e a quem sabe o que é amar assim.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Meu amor... Contra todas as probabilidades, avisos e conselhos, contra tudo aquilo que me alertaram que seria, a cada dia que passa eu amo-te mais e mais... Este pequeno milagre que encheu as nossas vidas alterou-nos as rotinas, interrompe-nos os jantares e deixa-me exausta à noite... Ainda assim, sempre que acordo de noite para o alimentar, olho para o lado e vejo o meu Adonis, sinto-me mais apaixonada que nunca, mais tua que nunca! És único, irresistível, mágico, e inifinitamente mais apaixonante, principalmente agora que és pai e eu mãe... Obrigada por dares sentido à minha vida.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Sócrates foi cocaralho, a hora mudou, a Geração a rasca guincha nas ruas, o japão sofreu a maior desgraça de todos os tempos, o país afunda-se sem mais não, porrada da feia no sporting depois dos cheneses serem chamados a sua salvação... e a tata tá out, noutra, babada, apaixonada, cansada mas feliz... És o meu pequeno grande milagre...
segunda-feira, 7 de março de 2011
Não há palavras para descrever tudo aquilo que sinto... Provavelmente qualquer mãe que leia isto que escrevo se vai identificar, mas ainda assim, sinto cá dentro uma posse de excluvidade por tudo isto com que a vida me abençoou...
Depois de uma gravidez muito complicada, que previa cenários escuros, nasceu o meu salpiquinho de gente... aquela amostrinha de pessoa, todo cheio de vida, como eu o sentia dentro de mim, todo decidido a provar ao mundo como é superior a diagnósticos e previsões... porque tenho a certeza que ela sabia o amor gigantesco e sem fronteiras que o esperava cá fora, e por isso veio, e venceu!
E eu, depois de estar afastada dele os primeiros 4 dias, estou agora em casa com ele... estupidamente apaixonada por cada gemidinho, cada sorrisinho que me oferece a mamar, cada vez que me chama e eu corro. É um amor em tudo diferente... É um amor que não acaba nunca, que se alimenta de si proprio e se multiplica infinitamente, a cada segundo que passa.
Ser mãe é afinal isto... Estou feliz... É isso...
Depois de uma gravidez muito complicada, que previa cenários escuros, nasceu o meu salpiquinho de gente... aquela amostrinha de pessoa, todo cheio de vida, como eu o sentia dentro de mim, todo decidido a provar ao mundo como é superior a diagnósticos e previsões... porque tenho a certeza que ela sabia o amor gigantesco e sem fronteiras que o esperava cá fora, e por isso veio, e venceu!
E eu, depois de estar afastada dele os primeiros 4 dias, estou agora em casa com ele... estupidamente apaixonada por cada gemidinho, cada sorrisinho que me oferece a mamar, cada vez que me chama e eu corro. É um amor em tudo diferente... É um amor que não acaba nunca, que se alimenta de si proprio e se multiplica infinitamente, a cada segundo que passa.
Ser mãe é afinal isto... Estou feliz... É isso...
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Adeus vida de prenha!!
E cá estou eu, a bela da tata, sentadinha mais uma vez no seu sofá, na última noite que me espera barriguda... A partir de amanhã, adeus improvisos de fins de semana, adeus café na cama com cigarros, adeus carro com pelos de cão e lancheiras e lixo... A partir de amanhã digo adeus a uma vida sem filhos (bem, na verdade, desde que engravidei que muita dessa vida, abraçada a imperiais no miradouro da Graça até mais não, foi ao ar), e de mão dada ao meu Adonis lá vou eu de madrugada, para o hospital, para aquele que será certamente o dia mais longo da minha vida.
Digo adeus a muita coisa... Mas digo também olá.
Olá a um amor incondiconal que há 9 meses cresce dentro de mim. Olá a uma nova aprendizagem, cheia de sobresaltos, alegrias e medos. Digo olá aquilo que certamente será a melhor experiência desta vida (se não mesmo uma das razões primárias de estarmos vivos)... A experiência de ser mãe... Ao lado do melhor marido, amante, amigo, companheiro e companhia deste mundo... e que apartir de amanhã, será também o melhor pai.... No doubpt about it!!
Wish me luck!!!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
É claro que tenho medo... É claro que me passam na alma todos os sentimentos, desde os mais puros aos mais assustadores... É claro que na vida nem tudo é só rir... E a espera apimenta a ansiedade... Mas depois, estou deitada, olho pela janela, e ele mexe... Mexe e mostra-me a vontade que tem de viver, de se mostrar ao mundo, de me ver... E eu penso: que minúsculo é afinal este sacrifício que eu, que quis ser mãe, tenho de fazer? Ao pé do que tu, meu pequenino, vais ter ainda de enfrentar?
Custa-me a espera, custa-me a falta de confiança que às vezes me assombra de noite... custa-me a dúvida e o medo. Mas o meu amor por ti supera tudo. Acho que já te conheço... e cheira-me que és danadinho de beijar, tal e qual o teu pai...
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Estou de esperanças este Natal
Este Natal estou de esperanças. O meu primeiro Natal efectivamente de esperanças... Espero um filho. Espero esperança. Espero força de espírito. Espero somente força.
Este Natal, nas palhas deitado, o menino deita um olhar especial para mim. Eu bem lhe vejo o sorriso. Nas palhas deitado o menino mostra-me o futuro, não como será, mas como o deverei sentir. E então fecho os olhos. E entrego a alma à palmatória... Porque várias foram as vezes que preguei aqui a minha mais ou menos forte busca de fé. Várias foram as vezes que me interroguei onde a encontraria, sob que forma, com que efeito, com que devoção me entregaria a ela?
E hoje dou por mim a olhar enternecida para o menino na majedoura deitado... Dou por mim a falar com ele... e pior (ou melhor!), dou por mim a ouvi-lo... "Mãezinha... tudo será pelo melhor..."
Eu sei Salpico... a mãe sabe... e sabes porquê meu amor? Porque definitivamente este Natal a mãe está de esperanças...
Feliz Natal!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Deixas-me completamente desarmada... Não tens vergonha nenhuma em derreteres todas as minhas manias e preconceitos.
Lês-me melhor a alma que eu mesma, nesses teus acessos de sabedoria. E quando parece que o mundo vai acabar, me sinto feia, desinteressante e paranoica... quando deixo que todo o tipo de medos e fobias me domine, numa esquizofrenia inquietante de emoções, tu vens de mansinho, sorrindo com esse ar de "ai ai... there there...", e implacavelmente derrubas-me ao chão com beijos na alma.
Morro sem ti, sabias?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Salvador
Sei que farás jus ao teu nome. Porque ainda és tão pequenino, tão indefeso, tão dependente, e já a vida te pede provas que muitos graúdos não saberiam suportar. Mas tu és sangue do nosso sangue, tu és fruto do mais profundo amor, da mais sincera união. Marcámos a tua existência na confiança cega na vida, e por isso tu, meu querido Salvador, saberás como te salvar, saberás como enfrentar o touro pelos cornos, como diz o teu pai, e vencerás esta primeira e dura prova.
Agora és metade de mim, e no que de mim depender estás protegido. Cada pedaço de ar que inspiro sei que o faço para ti também. E sinto-te. Porque com tanta frequência me dás o ar da tua graça com um movimento, soluço ou pontapé.
Agora cresce sossegado meu amor, a mãe e o pai estão aqui, unidos mais do que nunca, só para que cresças, o mais serenamente possível. Depois estás entregue a ti meu querido, e a esta fé tão grande que como um tsunami violento encheu o meu coração.
Amo-te tanto.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Querida amiga
Minha querida amiga,
Tu sabes que é a ti que escrevo. Não preciso de dizer muito, porque sei que sabes que desde ontem que é em ti que penso. Primeiro porque és uma pessoa, digamos,"recente" no meu minúsculo círculo de amizades, mas ainda assim, já contas muito. Porque és simples, discreta e descomunalmente sincera. Sincera no que sentes. Genuína no que dás.
Ontem foi um dia muito importante para ti, logo, e apesar da minha aparência desleixada e desvairada, o que é importante para as pessoas que gosto é importante para mim. E por isso, ontem, subi uma das colinas de Lisboa de coração aberto à fé que esvoaça dentro de mim, sem grande rumo, como sabes, mas ainda assim existente, e sentei-me ali, com Lisboa a dançar meus pés, a pensar em ti. E ali, naquele silêncio murmurado, típico dos sítios de oração, eu soube e senti: tudo será pelo melhor. Porque tu, querida amiga, mereces somente o melhor, mesmo que às vezes não compreendamos.
Força. O meu coração está contigo.
Tu sabes que é a ti que escrevo. Não preciso de dizer muito, porque sei que sabes que desde ontem que é em ti que penso. Primeiro porque és uma pessoa, digamos,"recente" no meu minúsculo círculo de amizades, mas ainda assim, já contas muito. Porque és simples, discreta e descomunalmente sincera. Sincera no que sentes. Genuína no que dás.
Ontem foi um dia muito importante para ti, logo, e apesar da minha aparência desleixada e desvairada, o que é importante para as pessoas que gosto é importante para mim. E por isso, ontem, subi uma das colinas de Lisboa de coração aberto à fé que esvoaça dentro de mim, sem grande rumo, como sabes, mas ainda assim existente, e sentei-me ali, com Lisboa a dançar meus pés, a pensar em ti. E ali, naquele silêncio murmurado, típico dos sítios de oração, eu soube e senti: tudo será pelo melhor. Porque tu, querida amiga, mereces somente o melhor, mesmo que às vezes não compreendamos.
Força. O meu coração está contigo.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
As coisas que mais gosto em ti (tipo filme)
Amo os teus olhos e a tua maneira de os usares.
Amo mais ainda o teu sorriso e a espontaneidade com que o ofereces.
Amo o teu sentido prático da vida, e forma como a encaras.
Amo quando fumas o teu cachimbo e te ris todo para mim.
Amo quando fazes bluf e os teus olhos te denunciam.
Amo quando corres de gravata pela autoestrada fora, em busca de uma bomba de gasolina.
Amo quando me ligas, só para dizer olá.
Amo quando esse teu corpão de metro e noventa adormece no nosso sofá de metro e meio.
Amo o som que fazes quando comes doces... salgados... enfim, quando comes.
Amo o teu jeito para o desporto e a forma como me tentas aliciar a fazê-lo contigo (sorry meu amor...).
Amo o tique do teu nariz, que mexe sozinho quando ninguém está a ver.
Amo o remoinho que o teu cabelo faz na nuca.
Amo que me ralhes. Que me ensines. Que me bebas, toda até ao fim... Amo-te brasa... tanto!
Amo mais ainda o teu sorriso e a espontaneidade com que o ofereces.
Amo o teu sentido prático da vida, e forma como a encaras.
Amo quando fumas o teu cachimbo e te ris todo para mim.
Amo quando fazes bluf e os teus olhos te denunciam.
Amo quando corres de gravata pela autoestrada fora, em busca de uma bomba de gasolina.
Amo quando me ligas, só para dizer olá.
Amo quando esse teu corpão de metro e noventa adormece no nosso sofá de metro e meio.
Amo o som que fazes quando comes doces... salgados... enfim, quando comes.
Amo o teu jeito para o desporto e a forma como me tentas aliciar a fazê-lo contigo (sorry meu amor...).
Amo o tique do teu nariz, que mexe sozinho quando ninguém está a ver.
Amo o remoinho que o teu cabelo faz na nuca.
Amo que me ralhes. Que me ensines. Que me bebas, toda até ao fim... Amo-te brasa... tanto!
domingo, 10 de outubro de 2010
De lembranças
Dá-me ideia que, nos longos 26 aninhos de vida que já cá cantam, não me lembro da vida ter um sabor tão intenso.
Lembro-me perfeitamente de fazer 5 anos, e dos excitamento que senti cá dentro por ter uma mão cheia de anos. Lembro-me também quando aprendi a mergulhar de cabeça. Uau. Senti-me rainha do mundo. E quando finalmente deixei de ser a tótó da turma que não sabia fazer o pino?
Lembro-me do primeiro beijo e do novo tempero que trouxe aos meus sonhos. Lembro-me do primeiro charro, e da sensação de rebeldia que finalmente senti. Lembro-me de querer apagar tudo, num fechar de olhos eterno à la Bela Adormecida, e da intensidade amarga mas sincera e forte que viva dentro de mim. Lembro-me de o conhecer, de começar a gostar, passar a amar. Lembro-me do pedido de casamento. Lembro-me do dia de casamento. Da lua de mel. Do começar uma vida a dois. Lembro-me, creio, que de quase tudo...E mesmo assim, acho que nunca a vida me soube a tanto, e tão bem.
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