terça-feira, 5 de abril de 2011
Isto não é um baby blog
Mazéque aqui a tata está que não se aguenta... Pois que estava plenamente convencida que o médico me ia mandar voltar ás jolas de forma louca e desenfreada, uma vez que a criança me faz intervalos ridiculamente curtos e a mama está que não se aguenta de cansaço, mas aqui o SALPICÃO, este matulão, está a engordar que é um disparate, por isso, basicamente saí do médico com a nota: mana, se o puto quer mama de hora a hora, pois escusado será pô-las para dentro, alimenta mazé a criança que está para lá de saudável! Está sôtôr... Assim o farei...
sábado, 2 de abril de 2011
Mê Bujix, meu primogénito, que dormia enroscadinho a mim no sofá da sala, me acordava de manhã para ir à rua, me lambuzava a focinheira e tudituditudi... Taduxinho, voltou hoje para casa dos papás mas com novas regras depois de 3 meses seriamente estragado em casa da avó (dormidas na cama com aquecedor ligado)... Está na rua, e chove, e ele gane com uma tristeza profunda como se não entendesse que mal fez... E eu estou dividida entre o choro do meu salpico e o ganir desesperado do mê Bujix... Digam-me que o meu piqueno felpudito se vai acostumar à rua RAPIDAMENTE, que aqui a tata tem o coração despedaçado...
sexta-feira, 1 de abril de 2011
De como nem tudo é romântico
Vá bebé, a mãe dá banho de noite para ver se amoleces, fecha as luzes do quarto, xxxxiiiiu ão faz barulho, mete Mozart baixinho, toma lá a maminha, embalo devagarinho, faz óó meu pequenino, solto um bocejo, porra estou cansada comámerda, vá bebé, é hoje que te acerto os sonos, xxxiu, a mãe está aqui, faz óó, ó que sorrisão grande, vamos lá arrotar, xxxiuuu não faz barulho, devagarinho para não acordares, que amor, a cabeça pende para o lado, EH ganda arroto, a mãe vai-se levantar devagar devagarinho, xxxxxiiiiu, a mãe está aqui, pronto já estás no berço, que amor como ele dorme, entalo-te bem entaladinho, sorrio, cabom ser mãe desta coisa fofa, xalá mazé dormir que já não me aguento nas canelas, fecho os ollho, tá quase, tá quase, TÁ QUASE.... BUÁÁÁÁÁÁÁÁ..... Levanto-me, o que foi meu amor, a mãe está qui, BUÁÁÁÁÁ, xxxiu, toma lá a xuxinha meu amor, olhó Moazzart a tocar, BUÁÁÁÁÁÁ, pronto a mãe pega ao colo taduxinho, daasse, só queria dormir 10 minutos, BUÁÁÁÁÁ, pai toma lá o bebé, tem cólicas faz-lhe aquelas massagens, BUÁÁÁÁÁÁ, pronto, o pai está aqui, xxxxiiiu, faz óó, BUÁÁÁÁ, ai o caraças toma lá aero om, toma a xuxa, BUÁÁÁÁÁ, ai a merda mas o que é que ele tem, são cólicas brasa, BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁ, tadinho tá roxo, vai de cotonet, eh ganda caca, pronto, agora vai fazer óó não é bebé, xxxiiiiu, o pai e a mãe estão aqui, faz óó, BUÁÁÁÁÁÁ, ai o CARAÇAS, MAS O QUE É QUE TU QUERES PUTO, CALA-TE PAH! E andamos neste jogo a noite toda... agora dorme ferradinho aqui ao meu lado, que coisinha mais querida.... e hoje faz um mês de vida...
quinta-feira, 31 de março de 2011
Meu amor... Contra todas as probabilidades, avisos e conselhos, contra tudo aquilo que me alertaram que seria, a cada dia que passa eu amo-te mais e mais... Este pequeno milagre que encheu as nossas vidas alterou-nos as rotinas, interrompe-nos os jantares e deixa-me exausta à noite... Ainda assim, sempre que acordo de noite para o alimentar, olho para o lado e vejo o meu Adonis, sinto-me mais apaixonada que nunca, mais tua que nunca! És único, irresistível, mágico, e inifinitamente mais apaixonante, principalmente agora que és pai e eu mãe... Obrigada por dares sentido à minha vida.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Sócrates foi cocaralho, a hora mudou, a Geração a rasca guincha nas ruas, o japão sofreu a maior desgraça de todos os tempos, o país afunda-se sem mais não, porrada da feia no sporting depois dos cheneses serem chamados a sua salvação... e a tata tá out, noutra, babada, apaixonada, cansada mas feliz... És o meu pequeno grande milagre...
sexta-feira, 18 de março de 2011
É claro que cansa... e assusta, porque estas pessoas pequeninas não falam, só choram... Ás vezes dá falta de ar, quando o almoço fica a meio, o cigarro por fumar, corremos do banho para acudir um choro...Ficamos sem tempo, exaustos (acordar de 3 em 3 horas é obra), às vezes sufocados... Tenho saudades de imperiais ao fim do dia, maços de cigarros fumados de enfiada na cama com café, noites de 10 horas de sono seguidas...
Ainda assim... Estou absolutamente maravilhada com esta cena de ser mãe...
Ainda assim... Estou absolutamente maravilhada com esta cena de ser mãe...
segunda-feira, 7 de março de 2011
Não há palavras para descrever tudo aquilo que sinto... Provavelmente qualquer mãe que leia isto que escrevo se vai identificar, mas ainda assim, sinto cá dentro uma posse de excluvidade por tudo isto com que a vida me abençoou...
Depois de uma gravidez muito complicada, que previa cenários escuros, nasceu o meu salpiquinho de gente... aquela amostrinha de pessoa, todo cheio de vida, como eu o sentia dentro de mim, todo decidido a provar ao mundo como é superior a diagnósticos e previsões... porque tenho a certeza que ela sabia o amor gigantesco e sem fronteiras que o esperava cá fora, e por isso veio, e venceu!
E eu, depois de estar afastada dele os primeiros 4 dias, estou agora em casa com ele... estupidamente apaixonada por cada gemidinho, cada sorrisinho que me oferece a mamar, cada vez que me chama e eu corro. É um amor em tudo diferente... É um amor que não acaba nunca, que se alimenta de si proprio e se multiplica infinitamente, a cada segundo que passa.
Ser mãe é afinal isto... Estou feliz... É isso...
Depois de uma gravidez muito complicada, que previa cenários escuros, nasceu o meu salpiquinho de gente... aquela amostrinha de pessoa, todo cheio de vida, como eu o sentia dentro de mim, todo decidido a provar ao mundo como é superior a diagnósticos e previsões... porque tenho a certeza que ela sabia o amor gigantesco e sem fronteiras que o esperava cá fora, e por isso veio, e venceu!
E eu, depois de estar afastada dele os primeiros 4 dias, estou agora em casa com ele... estupidamente apaixonada por cada gemidinho, cada sorrisinho que me oferece a mamar, cada vez que me chama e eu corro. É um amor em tudo diferente... É um amor que não acaba nunca, que se alimenta de si proprio e se multiplica infinitamente, a cada segundo que passa.
Ser mãe é afinal isto... Estou feliz... É isso...
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