Diz a dona esmeralda, patroa do bar do meu trabalho, logo pela fresquinha:
OLHÁMÃEDOSALVADOR
E eu
OLHÁDONAESMERALDA
E ela
Não ficou assim muito gorda pois não?
E eu já em tons de fúria
COMO ASSIM NÃO FIQUEI MUITO GORDA, está a querer dizer que estou um bocado gorda??
E ela com a mesma cara a aviar gelatinas
Pois está, não está como era antes, está mais cheinha, mas valeu a pena só para ter o salvador ou não?
E eu
Vaipáputaquetepariu Dê-me lá uma meia de máquina quente sff
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Velho da Avenida
Todos os dias subo de manhã a Avenida da Liberdade em direcção ao trabalho. Subo devagar, sem pressa, depois do merecido shot de cafeína engolido no Rossio. E todos os dias o vejo, ali, encaixado na escadita logo após o São Jorge. De manhã está normalmente no despertar, lava as mãos e a cara com uma garrafa de água, e varre as folhas secas da entrada do seu lar com um jornal. Tem ao seu lado um saco, sempre arrumado, com as mantas da noite cuidadosamente dobradas. Costuma ter do seu lado um jornal, que, após a lida matinal, lê, sentado no seu terraço. Tem uns olhos grandes e profundo este velho, e dia após dia lhe venho notando estas rotinas. E todos os dias penso, que, fosse eu personagem de um livro, um dia a sua rotina seria diferente, quebrada pela minha voz: Venha meu velho, deixe-me oferecer-klhe um café quente. E sentavamo-nos ali na esplanada mais próxima, bebericando café com leite e pão com manteiga fresca. E o velho, com ternura agradecer-me-ia confiando na minha pessoa palavras há muito entaladas no seu coração...
Sabe menina há muito tempo que não tomava uma refeição quente, e na companhia de uma jovem! Como vê estou velho e cansado, a vida já me pregou muitas rasteiras...
E eu sorriria, naturalmente, sem medo, disponível e curiosa. E ele continuaria...
Acho que a última vez que o fiz, foi com a minha filha, lá em Grândola no nosso jardim. Mas a vida levou-ma. E eu acho que sem ela gosto mais deste meu lar, inundado de luz de dia e de silêncio de noite. Estou sempre acompanhado mas não tenho de falar a ninguém.
E só então eu perceberia a simpatia automática que senti por este velho de olhos profundos. E sorriria bebericando o meu café com leite, contente por poder ter oferecido um bom momento ao velho da avenida.
Mas ao invés, passo por ele, olho-o na privacidade dos meus óculos escuros e penso no egoísmo da minha pressa: não, hoje não é o dia.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Não compreendo as mulheres
Não sou pessoa de ler 300 blogs, mas tenho alguns de eleição. Um deles dá pelo nome do título deste post: Não compreendo as mulheres. É um blog genuíno, directo e engraçado.
E tem piada que, quando lá vou, fico sempre também com essa sensação... Não as compreendo... Só esta frase já diz tudo de si mesma... Em vez de dizer não me compreendo, trespasso este sentimento obscuro para as fêmeas em geral. Porque é muito mais fácil não compreender um grupo, unido por traços comuns e por isso normais, do que efectivamente não compreender o que se passa dentro de mim. Implica uma introspecção, uma procura de auto conhecimento, uma entrega, um cai na real que assusta. E por isso, bem mais fácil, digo logo, encolhendo os ombros com desdém... Não compreendo as mulheres.
E tem piada que, quando lá vou, fico sempre também com essa sensação... Não as compreendo... Só esta frase já diz tudo de si mesma... Em vez de dizer não me compreendo, trespasso este sentimento obscuro para as fêmeas em geral. Porque é muito mais fácil não compreender um grupo, unido por traços comuns e por isso normais, do que efectivamente não compreender o que se passa dentro de mim. Implica uma introspecção, uma procura de auto conhecimento, uma entrega, um cai na real que assusta. E por isso, bem mais fácil, digo logo, encolhendo os ombros com desdém... Não compreendo as mulheres.
De regresso (parte I)
Já consigo fazer reply's e fw's... Já redecorei algumas siglas. Já redescobri a ementa do refeitório na intranet.
Não tarda volto a bombar... Mas hoje não é o dia.
Não tarda volto a bombar... Mas hoje não é o dia.
domingo, 21 de agosto de 2011
O bom de voltar ao trabalho...
É sem duvida o fim de semana... e o sorrisão desdentado do meu besnico que me olha às 9 da manhã como quem diz: OLÉ NÃO ME ABANDONASTE SUA VADIA?
Já começo a perceber porque se mimam as crianças em demasia... o sentimento de culpa de as largar o dia inteiro parece que nos devora o coração...
Já começo a perceber porque se mimam as crianças em demasia... o sentimento de culpa de as largar o dia inteiro parece que nos devora o coração...
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Tata está de volta... Tenho saltos altos nos pés (e rezo avidamente a todos os santinhos para não me espalhar ao comprido) rimel no olho, oculos e ar compenetrado. Cheira a computador. Já estou absolutamente exaustade tantos deletes que faço ao e-mail. Morro e saudades do meu besnico e sinto-me tipo salazar à conversa com passos de coelho... estupidamente desactualizada!
Subscrever:
Mensagens (Atom)