terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tenho o nariz entupido... os ouvidos também. Dentro da cabeça tenho um zumbido de um milhão de abelhas. Dói-me a garganta e as costas. Ardem-me os olhos. Há um ano atrás estaria na caminha a beber chá e a ver séries. Hoje corri para a creche, depois à igreja para tratar do baptizado do salpico, depois casa, sopa, brincadeira, merda esqueci-me da fruta, vou à rua de novo com o besnico atrás, volto, colinho sem beijocas, aspiro-lhe o nariz, aturo a birra pós banho, jantar, e paciência infinita para o pôr na cama, tudo isto vom uma directa em cima dos cornos. Agora sim, estou de mega roupão, com séries a passar na TV, a beber cházinho, e penso... foda-se a vida muda! Ai se muda!


Valha-me a mãezinha que teve comigo hoje neste vaivem, se não cheira-me que tinha distribuido uma palmaditas nas fraldas depois de me atirar violentamente contra uma parede!

sábado, 17 de setembro de 2011

O adeus que nunca te direi

A vida perde-se na rotina. O segundos atropelam-se com obrigações e correrias. O tempo passa, a paciência esgota-se, o tempo imperativamente passa. Sem perdão ele vai e não tem misericórdia dos que, como eu, se deixam afogar no dia a dia. E ficam sempre palavras por dizer. Ficam sempre sorrisos por entregar, tempo a ceder aos que nos rodeiam. Que amamos, sim, sem duvida que amamos. Mas o tempo passa e não o perdemos com eles, porque não faz mal, fica para amanhã. E depois, derepente, tal e qual punhalada nas costas, o segundo virou, e a oportunidade de virarmos a cara para o lado, descentrarmos o coração do nosso próprio umbigo para cedermos uma palavra simpática, um gesto de generosidade, uma pequena prova de amor, por mais infima que seja, esvai-se para sempre, sem piedade. E então apodrecemos a alma com remorsos, porque podiamos ter parado um segundo para sorrir, podiamos ter estendido a mão, podiamos, podiamos, podiamos... Mas não o fizemos. E sempre, quase sempre fica entalado na garganta o adeus que nunca te direi.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Alguem me ajude

Como retirar as palavras CANSAÇO ou CANSADA ou DASSETOUCANSADA ou CANSADAPACARALHO do meu vocabulário? Farta de me sentir velha...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

E lá foi ele... o meu pecarruchas teve hoje o seu primeiro dia de vida social para pessoas com de 3 palmos... Creche. E eu, que já me andava aqui a debater com um filhadaputa de um nó na garganta só de imaginá-lo, para ali largado, passando de único para mais um nas mãos de pessoas deconhecidas. Para ali, tadicho, a querer que a mãe cante "OLHÓ SPICANINUS DESTA SUA MÃE", a querer o embalo de colo, os passeios na praia, os beijos repenicados na barriga, e nada, um monte de pessoas pequeninas a chorar e as educadoras sem saber ler aquilo que uma mãe lê...
E então de manhãzinha lá foi um casal brasa mais o seu rebento. O Adónis sorridente, encarando esta experiência como a coisa mais natural deste mundo. O salpiquete contente da via por estar a passear logo de manhã com o pai e com a mãe. E eu... a dramática da mãe, olhando-o numa despedida silenciosa destes meses maravilhosos que vivemos os dois. Sabendo que devagar o meu pequinino lá vai aprendendo que a vida não são só rosas, que temos obrigações, tantas!...
Mas verdade seja dita. A visão triste que criei de o ver chorando amargamente numa sala carregada de bebés foi quebrada por uma salinha colorida, cheia de janelas a dar para um pinhal, com 2 auxiliares só para ele e mais dois, todas babadas com as caras novas. E ele, sacaninha, contente da vida com tantas coisas novas para experimentar. Estou sempre a aprender...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

hátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmohátrêsnoitesquenãodurmo

e sinto-me a roçar a loucura...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pergunto-me se estarei a envelhecer… Porque assim de repente, de um momento para o outro, sou constantemente invadida por uma nostalgia, uma necessidade de relembrar o passado… Tudo me faz a alma voar para momentos já vividos, em adolescente, em criança, primeiros momentos de namoro, depois de casada, a minha primeira casa, a gravidez… Não fico necessariamente triste, fico assim esvoaçante entre o sonho e a realidade, com uma ligeira comichão no coração… Sinto, parece-me a mim, que o ser mãe fez nascer uma nova pessoa, e tenho momentos que isso me cria nostalgia… Não estou mais infeliz, acho mesmo que a felicidade plena está no nascimento de um filho, mas relembro com saudade a irresponsabilidade que podia viver antes de assumir o meu papel de mãe. Agora tenho impregnado no meu coração a urgência de viver mais e melhor para poder estar sempre para o meu salpico. Dantes acho que também tinha, mas sem consciência disso. E acho que é essa mesma consciência que me faz divagar no ontem… Num reviver constante e melancólico do que já foi e não mais será…

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Lá no meu trabalho há todo o tipo de personagens.
Há os que pegam ao serbiço 1 m depois as 8.30, almoçam pontualmente ao 12, e impreterivelmente as 4.30 estão a dar de frosques (desdequesoumãeestoumaisoumenosnestes).
Há os chefes, directores sisudos (nem sempre), normalmente vindos de consultorias, e com eng. escrito antes do nome.
Há os comerciais, sempre com um sorriso, que pedem as coisas de fininho, elogiando a roupa ou a figura, para darem prioridade aos seus pedidos.
Há os incompetentesdamerda, que normalmente são os que mais exibem o imenso trabalho que têm, os terríveis horários que levam, o amontoado de e-mails que têm para ver, e depois vai-se a ver e pft, nicles, não fazem puto.
E há ela. A menina do sorriso esparramado na fuça. A que já deu formação e mais que o valha, subiu alucinadamente de cargos graças à sua competência e de repente se viu numa área em nada a ver com a sua proactividade espevitada (esgar). A menina que já tocou os 40, que traz sempre a toilete a combinar com a elegância exigida a uma instituição bancária, com direito a colares de pérolas e malas da chanel, e que mal chega manda logo com um : aiocaralho que hoje tou que não me aguento. E lá vai ela, emperiquitada em passos largos para o seu lugar, pousa as malas malinhas e folhinhos e arrasta-se para o bar para o pequeno almoço. Ri-se de forma louca e desvairada, pede-me descaradamente o meu Adónis para sexo ocasional (tata juro que não era por amor juro que não o beijo na boca, mas deixa.-me lá ter sexo com o teu marido lindo da casa dos vinte!!!). e nos intervalos destas javardices, corre para a casa de banho e leva o mulherio do departamento à falência vendendo colares, fios, brincos e pochetes, absolutamente deliciosas e dignas de sites para crianças (toma lá o troco caralho!).
Antítese pegada é o que eu lhe chamo.