Ando numa onda meia... meia quê?... não é neura, nada disso, mas tambem não é feliz... Porque quando estou assim euforicamente feliz desato a viver, desato a respirar, a cheirar, a mexer. Mas ultimamente não é isso que sinto, é mais como se estivesse a pairar sobre mim mesma, mais como se estivesse a ver-me feliz lá em baixo, e eu cá em cima, transparente e flutuante, sorrindo com um orgulho de missão cumprida, contemplando.... é isso, ando numa onda contemplativa.
As minhas noites têm sido carregadas de sonhos indecifráveis, com perdas, achados, lágrimas, escuridão e luz. Acordo pesada e exausta, não sei bem o que é, como se tivesse dançado até as 5 da manhã, entornada em gin's e tabaco. Mas não, o mais tardar as 23 já estou ferrada, com creme hidratante espalhado, pijama vestido, roupa para o dia seguinte disposta na comoda.
Venho de comboio e dou por mim sem saber onde estou, porque tudo me distrai e me eleva a imaginação. Porque reparei naquela janela aberta com as cortinas gastas ao vento, e a senhora gorda de roupão de flanela a estender o pano amarelo da loiça. E vejo-lhe a vida toda num lápice, sozinha e rabujenta, furiosa com a sujidão estando ela mesma imunda. Um filho que trabalha nas obras, pai de um a menina mulata que não assume mas visita todos os dias. Um marido doente na cama a precisar dela para respirar, depois de uma vida inteira resolvendo desagrados à chapada,e ela agora suspirando às vizinhas a moleza do senhor, coitado do meu Acácio tão forte que era e agora faço-lhe tudo, num deleite satisfeito com o poder que agora tem, nunca servindo o chá com açucar como o velho gosta. E lá está ela furiosamente bantendo o pano amarelo e velho da cozinha, porque ontem o filho o deixou no lava-loiças gorduroso e ela odeia ter o pano da cozinha sujo.
Olha, já estou no Rossio.
Está na hora de trabalhar.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Escutam-se as trivialidades da Vida. Moinha às vezes pesada do dia a dia que se repete. Chegar a casa, arejar os quartos, dar colo ao miúdo enquanto o despimos para o banho, lavar a banheira, fazer as camas, lavar as chávenas do pequeno almoço. Não chores bebé, atirei o pau ao gato-to-to, telefone que toca, favores pendentes, palavras perdidas. Correria, cansaço, correria.
Chega o marido, mais cedo que o previsto, lufada de ar fresco na casa, alívio, posso preparar as coisas sem ter de carregar o besnico na anca.
Miúdo na cama, sagres aberta, queijo e pão na mesa. Está tudo mal. Cabrão do Relvas, e este país? Impostos que sobem, empresas que fecham, talentos desperdiçados, ordenados fora horas. Medo da incógnita, do que lá vem, banhadas sucessivas de "e se's" que nunca mais acabam. Incerteza. Medo. Responsabilidade acrescida porque afinal, o miúdo dorme na cama, está ali, é real, é fruto de nós. Falamos noite dentro, matam-se angústias, confessam-se intimidades, pequenos medos, orgulhos feridos... Alívio. Já é noite. Temos 6 sagres vazias a nossa frente. Calamo-nos por uns segundos. Fecho os olhos... Ar fresco, cigarras e grilos, e lá ao fundo ouve-se o mar. Abro os olhos e é real este momento, estás ali ao meu lado, impões a tua presença na minha, somos um só, um projecto desenhado num miúdo que dorme no quarto. A vida é isto afinal. Pois é, respondes-me sem falar. E é tão boa...
terça-feira, 3 de julho de 2012
Hoje estou chateada. Pronto. Acordei de manhã e decidi que estou chateada. Porque me custou acordar, porque perdi o comboio e o comboio que apanhei ainda resolveu atrasar-se. Porque tenho nódoas na camisa, porque a merda do ordenado já está praticamente assassinado, porque não encontro uma coisa que preciso, porque estou chateada, pronto, estou fodida hoje.
E então levo literalmente um estalada na fronha. Injusta. Ingrata. Picuinhas de merda. Vida tão maravilhosa que tens, miúdo saudável e feliz, casa com jardim. Estúpida, digo a mim mesma olhando-me no espelho do trabalho. Estúpida de merda é o que és. Hoje mesmo vou ver o que posso fazer. Porque na vida há casos que nos placam com violência, arrebatam-nos a fé, suscitam-nos a dúvida e a gratidão, fazendo-nos ajoelhar e agradecer a sorte que temos por termos dramas da tanga como nódoas na camisa...
Tens um mano na tua barriga?" - entrou de rompante pelo meu quarto. A mãe, internada no quarto ao lado, tentou demove-la. " Não incomodes a senhora! Anda cá!". Mas ela continuava a olhar para mim, de pé, à beira da minha cama de hospital. Olhos azuis, cabelo louro, 4 anos de gente.
"Também tens um mano na barriga?"- insistia. Pego-a ao colo para se sentar aos pés da cama, leve que nem uma pluma. "Cuidado com o meu cateter!". A mãe, pálida e com ar gasto, grávida do mesmo tempo gestacional que eu, a contar-me da leucemia da filha, dos tratamentos de quimioterapia, da gravidez que pode ser uma esperança de vida, de mais vida ainda, o verdadeiro milagre da vida, para a filha que já vive. Das possibilidades de compatibilidade do novo bebé, que entretanto ganha pouco peso no útero, fruto do sistema nervoso da mãe que, internada, não acompanha pela primeira vez, em dois anos e meio, o ciclo de quimioterapia da filha.
"Tens um Bobi?"- fita-me, a pequena, de olhos pregados no suporte com rodas que me eleva o soro. E a mãe sorri, gasta e cansada, velha no pico dos seus 26 anos, a aguardar um milagre que são dois, agora. O bebé só tem um rim mas não lhe importa. A doença da filha ensinou-a a racionalizar a realidade. "Vive-se só com um rim, eu quero é que ele nasça bem, mesmo que não seja compatível,. Quero- os aos dois, bem! Percebe-me, não é?" Percebo tão bem.
E a menina canta- me aos pés. Elevo-a no elevador da cama, fica alta no cimo do colchão elevado. "Vou tocar no sol!"- e não parece doente, enquanto escorrega pelas minhas pernas, se ri às gargalhadas e folheia um livro que me ofereceu uma leitora deste blog.
A mãe a insistir que me deixe sossegada, sorriso exausto. Está desempregada, " ninguém dá trabalho a uma mulher que tem que faltar uma semana por mês para acompanhar a filha na quimioterapia". E, agora, internada. O marido teve que meter baixa para a substituir- "o dinheiro da baixa não vem logo no mês em que gozamos a baixa, este mês nao sei como irá ser". A filha, tagarela, dá gargalhadas e, por um momento, o sorriso abre-se, alheio aos problemas. Acaricia a barriga, como que a regar o crescimento do bebé que aí vem.
Falamos dos bebés que esperamos. Chega mámen para a visita, senta a menina ao colo, faz-lhe desenhos a pedido. A mãe elogia o jeito dele para desenhar. Mostro- lhe a fotografia da parede do quarto da Ana, pintada por ele. A menina pergunta se ele lhe pode desenhar uma Kitty na parede. Sorrimos os dois, cúmplices. Hoje toleramos a Kitty. Sim, irá pintá-lá, logo que a mãe regresse a casa. A menina salta de alegria.
Chega o jantar, a mãe e a menina recolhem ao seu quarto, não sem antes a pequena insistir: "Tens um mano na barriga?".
Lembro- me das discussões que temos tido acerca da preservação de células estaminais. Banco Público ou empresa privada? Se colocarmos no Banco Publico e aparecer alguém que precise, a nossa filha fica sem as suas células disponíveis. No Privado as células serão sempre guardadas para ela.
E a menina ali ao lado, a precisar de um transplante de medula. Não pode haver egoísmo na humanidade. Nem umbiguismo. Se a nossa filha fosse compatível, não hesitaríamos um segundo, sabemo-lo com o olhar, as palavras não são precisas.
E, finalmente, respondo "Sim, tenho uma (m)Ana na barriga!". Porque todos os bebés deveriam ser irmãos da menina.A minha sê-lo-á."
Mais informações de como ajudar em:http://quadripolaridades2.blogspot.pt/2012/07/tens-um-mano-na-barriga.html.
E então levo literalmente um estalada na fronha. Injusta. Ingrata. Picuinhas de merda. Vida tão maravilhosa que tens, miúdo saudável e feliz, casa com jardim. Estúpida, digo a mim mesma olhando-me no espelho do trabalho. Estúpida de merda é o que és. Hoje mesmo vou ver o que posso fazer. Porque na vida há casos que nos placam com violência, arrebatam-nos a fé, suscitam-nos a dúvida e a gratidão, fazendo-nos ajoelhar e agradecer a sorte que temos por termos dramas da tanga como nódoas na camisa...
Tens um mano na tua barriga?" - entrou de rompante pelo meu quarto. A mãe, internada no quarto ao lado, tentou demove-la. " Não incomodes a senhora! Anda cá!". Mas ela continuava a olhar para mim, de pé, à beira da minha cama de hospital. Olhos azuis, cabelo louro, 4 anos de gente.
"Também tens um mano na barriga?"- insistia. Pego-a ao colo para se sentar aos pés da cama, leve que nem uma pluma. "Cuidado com o meu cateter!". A mãe, pálida e com ar gasto, grávida do mesmo tempo gestacional que eu, a contar-me da leucemia da filha, dos tratamentos de quimioterapia, da gravidez que pode ser uma esperança de vida, de mais vida ainda, o verdadeiro milagre da vida, para a filha que já vive. Das possibilidades de compatibilidade do novo bebé, que entretanto ganha pouco peso no útero, fruto do sistema nervoso da mãe que, internada, não acompanha pela primeira vez, em dois anos e meio, o ciclo de quimioterapia da filha.
"Tens um Bobi?"- fita-me, a pequena, de olhos pregados no suporte com rodas que me eleva o soro. E a mãe sorri, gasta e cansada, velha no pico dos seus 26 anos, a aguardar um milagre que são dois, agora. O bebé só tem um rim mas não lhe importa. A doença da filha ensinou-a a racionalizar a realidade. "Vive-se só com um rim, eu quero é que ele nasça bem, mesmo que não seja compatível,. Quero- os aos dois, bem! Percebe-me, não é?" Percebo tão bem.
E a menina canta- me aos pés. Elevo-a no elevador da cama, fica alta no cimo do colchão elevado. "Vou tocar no sol!"- e não parece doente, enquanto escorrega pelas minhas pernas, se ri às gargalhadas e folheia um livro que me ofereceu uma leitora deste blog.
A mãe a insistir que me deixe sossegada, sorriso exausto. Está desempregada, " ninguém dá trabalho a uma mulher que tem que faltar uma semana por mês para acompanhar a filha na quimioterapia". E, agora, internada. O marido teve que meter baixa para a substituir- "o dinheiro da baixa não vem logo no mês em que gozamos a baixa, este mês nao sei como irá ser". A filha, tagarela, dá gargalhadas e, por um momento, o sorriso abre-se, alheio aos problemas. Acaricia a barriga, como que a regar o crescimento do bebé que aí vem.
Falamos dos bebés que esperamos. Chega mámen para a visita, senta a menina ao colo, faz-lhe desenhos a pedido. A mãe elogia o jeito dele para desenhar. Mostro- lhe a fotografia da parede do quarto da Ana, pintada por ele. A menina pergunta se ele lhe pode desenhar uma Kitty na parede. Sorrimos os dois, cúmplices. Hoje toleramos a Kitty. Sim, irá pintá-lá, logo que a mãe regresse a casa. A menina salta de alegria.
Chega o jantar, a mãe e a menina recolhem ao seu quarto, não sem antes a pequena insistir: "Tens um mano na barriga?".
Lembro- me das discussões que temos tido acerca da preservação de células estaminais. Banco Público ou empresa privada? Se colocarmos no Banco Publico e aparecer alguém que precise, a nossa filha fica sem as suas células disponíveis. No Privado as células serão sempre guardadas para ela.
E a menina ali ao lado, a precisar de um transplante de medula. Não pode haver egoísmo na humanidade. Nem umbiguismo. Se a nossa filha fosse compatível, não hesitaríamos um segundo, sabemo-lo com o olhar, as palavras não são precisas.
E, finalmente, respondo "Sim, tenho uma (m)Ana na barriga!". Porque todos os bebés deveriam ser irmãos da menina.A minha sê-lo-á."
Mais informações de como ajudar em:http://quadripolaridades2.blogspot.pt/2012/07/tens-um-mano-na-barriga.html.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Tudo a Laikar, tudo a comprar
Eu que sou uma inércia em tudo que toca em artes manuais, eu que nunca vi uma máquina de costura (juro) e não sei coser um botão, tenho amigas que são uma anormalidade de prendadas...
Lembram-se aqui há tempos de vos mostrar a maravilha que o quarto do meu inferno de miúdo se tornou depois de uma visita muito especial? (se não se lembram está aqui). Pois é, depois de muitos elogios e incentivos a minha amiga loira do coração decide lançar-se no mercado com coisas de perder a cabeça! Vejam aqui tudo o que ela tem para mostrar, babem-se e esqueçam a crise por uns momentos!
Sábado lá estarei no seu show room!
Lembram-se aqui há tempos de vos mostrar a maravilha que o quarto do meu inferno de miúdo se tornou depois de uma visita muito especial? (se não se lembram está aqui). Pois é, depois de muitos elogios e incentivos a minha amiga loira do coração decide lançar-se no mercado com coisas de perder a cabeça! Vejam aqui tudo o que ela tem para mostrar, babem-se e esqueçam a crise por uns momentos!
Sábado lá estarei no seu show room!
terça-feira, 12 de junho de 2012
Junho
Subo devagar a Avenida. Sem pressas, o comboio adiantou-se uns minutos. Subo e olho, o ar de Junho está mais fresco que o habitual, mas sente-se na mesma o Verão, como se um bafo quente nos enchesse a alma. Já está montado o estaminé para o carnaval lisboeta que são os Santos, já temos bandeirolas e antecipa-se o cheiro da sardinha que perdurará até Julho. O ar parece mais limpo, as pessoas parecem mais frescas e bem dispostas, como se o simples facto de ser Junho renovasse as almas cansadas, limpasse os problemas que todos temos.
Junho é o meu mês. Vem salpicado de feriados, com os seus dias que às 9 da noite ainda duram, vêm as primerias idas à praia e os primeiros escaldões. Em Junho a neura afoga-se aí numa onda qualquer, e a perspectiva, ainda que ilusória, de vida eterna corre-me nas veias.
Junho é o meu mês. Vem salpicado de feriados, com os seus dias que às 9 da noite ainda duram, vêm as primerias idas à praia e os primeiros escaldões. Em Junho a neura afoga-se aí numa onda qualquer, e a perspectiva, ainda que ilusória, de vida eterna corre-me nas veias.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Receita para ser feliz
Dose de praia com direito a alteração drástica da tonalidade de pele
Imperial à beira mar com a criança sentada na areia horas a fio a chapinhar as patinhas gordas numa poça
Adultos com conversas de adultos apesar de rodeados de miudos
Noites seguidas de sono com acordar estremunhado e pensamento imediato "MASOPUTOAINDADORME?"
Salada de Polvo com vinho branco e conversa fiada no terraço depois da praia da manhã (isto tudo serenamente PORQUEOPUTOAINDADORME????)
Mais não digo que é privado...
Imperial à beira mar com a criança sentada na areia horas a fio a chapinhar as patinhas gordas numa poça
Adultos com conversas de adultos apesar de rodeados de miudos
Noites seguidas de sono com acordar estremunhado e pensamento imediato "MASOPUTOAINDADORME?"
Salada de Polvo com vinho branco e conversa fiada no terraço depois da praia da manhã (isto tudo serenamente PORQUEOPUTOAINDADORME????)
Mais não digo que é privado...
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Estou a criar um pequeno talibã
Como é sabido por quem vai lendo as atrocidades que por aqui escrevo, tenho lá em casa um miúdo que é um disparate de querido e infernal. Aquilo é uma criança que o que tem de giro tem de malandro. Aquilo que euzinha, coisa mais mansa, educada e previsível trouxe ao mundo é a maior peste de todos os tempos...
Ontem chego à creche para o ir buscar, corre-me ele para os braços arranca-me metade dos cabelos e dá-me dentadas que são beijos. O coração derrete-se-me, fico tipo manteiga ao sol com aquelas violentas demonstrações de carinho. Mas adiante. Diz-me a auxiliar:
"Ai mãe, hoje o Salpico portou-se tãããããão mal!....... A Daniela e a Maria (outras auxiliares) estavam tão zangadas com ele...."
E eu, em pânico...
"Então?? O que é que ele fez????! e penso "Arrancou o cabelo todo ao Martim??? Fez explodir alguma sala???? Enfiou a cabeça do antónio nas grades???? Arrancou as penas ao patolas (papagaio sem patas que é a mascote da creche)?????"
"Olhe, distraímo-nos 2 minutos, ele conseguiu abrir a cancela para a parte das caminhas, sentou-se sentadinho no chão, como nunca conseguimos que ele fique mais de 4 segundos seguidos e destruiu TODOS os presentes do Dia da Criança que estamos a fazer há 2 semanas... TODOS"...
Ai que embaraço... aicavergonha... que hoje os paizinhos dos anjinhos do berçário levam com um cartão mal parido por causa do MEU FILHO!!!
Já delineei uma estratégia, porque graças a deus tenho uma mãe disponível e amorosa que me permite oferece-la para cair nas boas graças das pessoas que cuidam do meu filho enquanto trabalho:
VOUCHER MASSAGEM RELACHAMENTO by AVÓ DO SALPICO
Para Daniela, Maria e Mónica, um vale com direito a uma massagem de relaxamento de 45 minutos, para fazerem voar todos os stresses do dia-a-dia, principalmente os provocados pelo Salpicadas Rabanadas, o meu inferno de miúdo.
Assinado: Mãe e Pai do Rabanetes
Ontem chego à creche para o ir buscar, corre-me ele para os braços arranca-me metade dos cabelos e dá-me dentadas que são beijos. O coração derrete-se-me, fico tipo manteiga ao sol com aquelas violentas demonstrações de carinho. Mas adiante. Diz-me a auxiliar:
"Ai mãe, hoje o Salpico portou-se tãããããão mal!....... A Daniela e a Maria (outras auxiliares) estavam tão zangadas com ele...."
E eu, em pânico...
"Então?? O que é que ele fez????! e penso "Arrancou o cabelo todo ao Martim??? Fez explodir alguma sala???? Enfiou a cabeça do antónio nas grades???? Arrancou as penas ao patolas (papagaio sem patas que é a mascote da creche)?????"
"Olhe, distraímo-nos 2 minutos, ele conseguiu abrir a cancela para a parte das caminhas, sentou-se sentadinho no chão, como nunca conseguimos que ele fique mais de 4 segundos seguidos e destruiu TODOS os presentes do Dia da Criança que estamos a fazer há 2 semanas... TODOS"...
Ai que embaraço... aicavergonha... que hoje os paizinhos dos anjinhos do berçário levam com um cartão mal parido por causa do MEU FILHO!!!
Já delineei uma estratégia, porque graças a deus tenho uma mãe disponível e amorosa que me permite oferece-la para cair nas boas graças das pessoas que cuidam do meu filho enquanto trabalho:
VOUCHER MASSAGEM RELACHAMENTO by AVÓ DO SALPICO
Para Daniela, Maria e Mónica, um vale com direito a uma massagem de relaxamento de 45 minutos, para fazerem voar todos os stresses do dia-a-dia, principalmente os provocados pelo Salpicadas Rabanadas, o meu inferno de miúdo.
Assinado: Mãe e Pai do Rabanetes
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