segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Acabei de emborcar uma alheira carregada de batatas fritas, ovo estrelado, e para terminar uma tarte peganhenta de côco... Estou enjoada....

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Escrevo-vos da minha sala. O som de fundo são os abortos no parlamento e os senhores do IKEA a montarem uma cozinha nova (iéi vivágarantia). O jardim está arranjado. O Salpico tem um móvel novo no quarto, perfeito para espalhar o seu encanto. A casa de jantar levou finalmente os retoques finais desde há 1 ano e meio em espera. Maneiras que as férias estão a ser deveras produtivas, a lavora refresca-nos a alma, bem como a liberdade de estar por casa sem correr atrás de um besnico desvairado. Que por sinal, chora desalmadamente quando o vamos buscar mais cedo à escola...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Estou práqui a pensar (que agora tem-me dado muito para isto) que para a semana estou de férias, que o miúdo tem escola, que vou ter uma cozinha nova, que ia para a praia mas se calhar vou estrear a lareira, com um belo vinho e música de fundo, estou práqui pensar desenfreadamente, no livro que vou ler, massagens que vou receber, séries que vou ver. Penso e repenso nas horas tardias na cama de janela aberta a ouvir o campo, nas conversas sem interrupções que terei com a minha metade, estou práki a pensar em todas as coisas que tenho para pôr em dia e não consigo deixar de sentir uma leve excitação, tal e qual puto nas vésperas de natal... E a vida é linda...!

Acabei de descobrir que um desempregado tem direito a férias... a férias senhores....

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Falando de merdas sérias, que isto da crise já deu o que tinha a dar

Uma pessoa nasce. Primeiro é só fome, sono e cólicas. Depois passa a gracinhas e de repente vira o centro do mundo com direito a furias contra quem não nos obedece. Depois leva umas cacetadas dos pais e da vida, ganhas uns manos e desce de posição pecebendo que é só mais um, mas ainda assim o melhor (isto quando a  coisa corre bem nesta merda que é crescer). Depois as hormonas estalam e vêm as dúvidas e a tristeza cheia de nomes mas sem sentido. Depois ultrapassa-se isso e percebe-se que a vida não é fácil, mas conosco será diferente porque os nossos sonhos e esperanças serão concerteza concretizados apenas porque temos uam coisa chamada vontade. Depois começamos a vida a sério. Casamos. Trabalhamos. Compramos casa. Começamos a ver os sonhos a tornarem-se reais, mas percepcionamos que é preciso bem mais do que somente querer.
E depois muda tudo. O querer deixa de ser nosso e a vontade também. Fica apenas o desejo tão forte e imponente, tão grande que sufoca dos nossos filhos serem felizes. E depois olhamos para trás, para tudo o que quisemos e achámos que iamos vir a querer, tudo o que projectamos, concretizamos ou está ainda por concretizar e vemos que o nosso maior desejo é exactamente aquele que não depende de nós....

O meu besnico, coisamailindadesuamae tem apenas 18 meses e com a vaga de pesadelos que ainda agora começou já me pôs a pensar nestas merdas.... caraças que ser mãe é lixado!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Eu me confesso...

Navego aqui e ali, leio um e outro blog, um e outro artigo. Chego à triste conclusão que a minha tristeza não é minha, é nossa, e entranha-se na alma um mau estar azedo, leve e vago mas terrivelmente constante.
Aqui me confesso, pública e despudoradamente: Sou uma inculta política e social, toda a vida caguei nos agoiros de crise que se ouviam, nas reformas que não haveriam, nos défices que há tanto tempo se mostravam assustadores. Aqui me confesso, que sempre fui apologista do "badamerdas para tudo isto", mudava automaticamente de canal quando me começavam a despejar estas merdas pela sala a dentro, ou simplesmente desligava a TV e ia para a esplanada mais próxima ouvir o mar na boa companhia de uma imperial. Sou assim. Politica e socialmente alienada, para não dizer irresponsável.
E agora sinto de repente uma pressão gigante, vinda de fora e de dentro, um enorme indicador que me aponta a culpa, a cobardia, o desleixe. Porque sempre (SEMPRE) votei, mas confesso que de forma mais ou menos irreflectida. Porque nunca li jornais. Nem participei em manifestações. Porque me irritava o Nilas Socrates, mas não liguei ponta de um corno ao caso do freeport. Porque sabia do défice, ou tinha uma vaga ideia, mas sempre me preocupei mais com os benefícios que teria na próximas lesgislativas do que propiramente com as medidas que deveriam ser tomadas para começar a por um travão a este gigante TGV que todos somos a caminho do abismo.
Por isso, vejo a onda de revolta que se instaurou, e com a qual obviamente estou solidária, mas penso... A culpa é minha. E vossa também...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Da austeridade à futilidade

Alguém ajude esta senhora, pelamordedeus, a ter noção de si mesma. Da idade. Do ridículo. Da ocasião. Da figura.
Enquanto se levanta uma onda gigante contra a austeridade que nos invade as vidas, tivemos ontem uma pausa no pessimismo com um desfile do nosso suposto Jet Set na avenida mais cara de Portugal para a Fashion Night. E uma pessoa até acha que vai regalar os olhos com pessoas bonitas e tal, abre os sites das fofocas para dar um lamiré, e depara-se com isto...


aiai...
O melhor é voltar as notícias do coelho que sempre é mais agradavel de se ver...
O meu miúdo hoje de manhã, tipo a 3 minutos antes de eu ter de sair a correr para o comboio já tardio, resolveu dar um mergulho de cabeça do sofá para o chão, dando à luz um galo do tamanho de uma das tween towers naquela mona amorosa...
Estou aqui angustiadíssima, porque aquilo lhe deve ter doído muito, ao ponto de nem estrelitas e chocapic o calarem!
Mãe sofre...