quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Entretanto Adónis parte no Sábado rumo à neve. Isto é um tema de discussão desde que nos conhecemos. Eu que me agarro tal e qual pega monstro a uma parede quando me põem em cima de uns patins (que ele me obrigou a experimentar na nossa fase inicial de namoro, aquela fase em que nós, miúdas, queremos imenso impressionar e somos incapazes de dizer VAITU), eu, aquela que sobe três degraus em desiquilibrio eminente com pânico de alturas (para mim meio metro é altura), euzinha, a tata, em cima de umas tábuas a descer por montanhas geladas, escorredias e perigosas abaixo... YEAHRIGHT. De qualquer das formas, não é pelo facto de eu encarar uma ida à neve tal e qual como encaro uma ida às vacinas com o meu filho doente, que o meu deus grego, aquela maravilha de homem, não pode ir fazer uma das coisas mais gosta na vida (muito depois de mim). E como somos ultra modernos e confiantes ele vai, e eu fico.
No ano passado foi espetacular, o salpico, já em modo só acordo para um biberão por noite, resolveu, nessa precisa semana, acordar às 2 e assim ficar até. às. sete. da. manhã. Às sete, na minha cama, lá era vencido pelo sono e voltava a acordar, fresco que nem uma alface às. oito. da. manhã.
Por isso, filho querido, já estás um homem, a mãe gosta para lá de muito de ti mas se resolves virar talibã noturno meto-te num avião e mando-te squiar com o pai, oubisteis?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A verdade é que as vezes instala-se um desânimo... Não é bem desânimo, como dizer... Incomodo vá, incomodo na alma. Pode ser do eixo que rodam as hormonas nesse momento, pode ser dos flashs invasivos e barulhentos, esses cabrestos desses headlines que me entram pelos olhos a dentro sem a minha permissão... Crise, cortes, desemprego e o caralho. Pode ser tanta coisa. Mas a verdade é que tenho alturas que sinto mais isto, este incomodo na alma...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Porque não tens escrito tata?

Porque nem sempre a inspiração me invade, porque ando (maldita palavra) cansada, porque o meu miúdo sofreu o seu primeiro trauma com o meu fim de semana em Paris e a carência tomou posse de 89% da sua personalidade, porque fiquei com uma gastroenterite e o meu minorca, que não pode ver nada, imitou-me, porque voltei a fumar e o arrependimento é nulo, porque enfim, a vida tem corrido depressa. E é isso.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Estou neste momento num doa meus antigos spots... Daqui consigo ver o que outrora foi a minha janela do quarto... Estou aqui a ouvir os sons do eléctrico que passa, a música e chilout como se quer, a vista é deslumbrante, a animação é muita, já regada com umas quantas imperiais... De vez em quando sabe bem matar saudades do passado...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Entrei no elevador, cumprimentei um amigo, perguntei-lhe pela criança, xinamen, já quase um ano, é verdade o tempo passa a correr, não tarda estão a mandar-nos à merda. E ficou-me aqui a enevoar a mente, tenho de te dizer isto, filho, que a puta do tempo passa a correr, e amanhã já não me vais sorrir assim só porque entrei no teu quarto, provavelmente nem vais ter paciência para me ouvires dizer o quanto gosto de ti, não porque não gostes tu de mim, mas porque a adolescência terá coisas tão mais sérias para pensares. E por isso tenho de te dizer já, agora, porque tenho medo de me esquecer, o quanto amo o cheiro do teu pescocinho, quero que saibas um dia, porque tenho medo de já não saber dizer, a delicia que são os teus dedos gordos dos pés, e o formigueiro de calor que sinto com as tuas gargalhadas quentinhas a pedir MAAAIS beijos, mais dentadas, mais snifadelas desse teu eu pequenino de quase dois anos.
Senti uma urgência de te dizer, mas ainda não percebes por isso escrevo para leres quando perceberes, que te amo desvairadamente, que morro com as tuas mãozinhas rechonchudas, com os refegos nos pulsos, com as dentadinhas que me dás na bochechas, derreto-me quando encostas a tua cabecinha suada e a cheirar a bebé na minha, cedo mais eu em ti sempre que me olhas deliciado, sempre que me fazes sentir mãe. A tua mãe.