sexta-feira, 24 de maio de 2013

Afaga-me o ego Rabanadas da minha alma!

Coisa mailinda de sua mãe já se faz útil! Está uma mulher cabisbaixa, cansada e tudo mais, em pleno final de dia a dar de jantar à sua cria, quando começa a dar no Panda, aquele maravilhoso Xanax pediátrico, uma musica muita nilas com barbies extremamente sexys a dançarem ballet, de forma feminina, coordenada, impecáveis! Entre duas colheradas de arroz diz a minha cria:
- ÓIA! É A MÃE!!!!
Não é de se beijar na boca???

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Já não me sei triste, a verdade é esta... Houve um tempo em que toda eu era lágrima, amante da dor, adepta da tristeza, porque era assim que me inspirava, era assim que me descobria. Mas hoje não me sei triste, não sei o que fazer  com um coração dorido, não gosto do sabor salgado das lágrimas, não sei o que fazer com tudo isto... Houve um tempo em que a infelicidade me definia, mas hoje não sei viver assim...
Deixo-me estar, já mais calma, mais eu, e que se lixe, ora que porra! Entre o ser e o estar há uma grande diferença. Bom dia a todos!

sábado, 18 de maio de 2013

Então e agora como é? O meu mundo agora amputado, inválido, deficiente deverá encaixar-se na vida que entretanto cagou de alto e continuou? Como faço isso? Como se retoma agora a vida?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Meu avô aviador

É impossível, escrever isto sem ter uma lágrima a querer fugir ao meu comando. Mas, querido avô, não quero que me saibas triste... Há inevitavelmente uma tristeza associada à saudade imensa que já me invade corpo e alma, mas existem também as memórias, essas grandes fortalezas que sempre cultivaste em ti, e em nós...
Ontem quando soube que tinhas partido, tive a certeza que estavas agora em paz. O avô aviador, aéreo, distraído nos seus pensamentos, mas sempre atento. O avô  dos abraços tão grandes, dos elogios longos, porque nunca tiveste medo de nos dizer, a nós, os teus santitos,como eramos importantes para ti. E, embora calado, embora às vezes até achassemos que não, eu sei que tudo vias, sei que nos tinhas sempre presentes nas tuas orações de voz baixa e fé ao alto.
Meu querido avô, esta é uma homenagem à pessoa incrivelmente boa que foste, aos feitos maravilhosos que fizeste em vida, tanta vida. Para que saibas que nunca esqueceremos os teus beaufighters, os teus barcos à vela, a tua coragem em plena segunda guerra quando deste essa mão forte a uma judia em pânico num restaurante em França. Nunca esqueceremos esse amor inigualável, alimentado uma vida inteira de 68 anos, pela nossa avó, nossa matriarca, nossa guia na vida. Ficarás sempre aqui, junto de nós, meu avô aviador e aéreo, o avô das torradas e marmelada, o avô das sestas, dos passeios, e idas à praia de robe de chambre com pão e bananas para o almoço, o avô fanático do sport, como dizias. És tão grande avô, que não é por não te vermos que te vamos esquecer.
Foste embora, e nós queriamos-te eterno.
Descansa em paz.
E olha por nós.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Como é que eu faço para parar este soluço que me atravessa o peito a galope?...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Na vida acontece inevitavelmente darmos as coisas por adquiridas. Não sei que raio de gene humano é este, que nos rega a mente de constante insatisfação, uma porra de um queixume, porque ganhamos menos, não gostamos do que fazemos, queríamos sair mais cedo, queríamos férias no Brasil, queríamos, queríamos queríamos…


Mas temos saúde, temos filhos, temos amor. Temos família, temos cervejas ao final do dia, temos tanta coisa que não damos valor, e às vezes, a vida resolve rebentar-nos com um sismo em cima, abalando-nos as certezas, derrubando paredes mestras que, por terem sempre lá estado, passámos por elas sem as olhar.

Estes últimos dias passei por um desses. Sou uma pessoa privilegiada, mais que privilegiada, sou infinitamente abençoada, porque tenho comigo os meus avós. Mais que avós, são eles referências brutais na minha vida, são as companhias de fim de semana, os passeios na praia em miúda, são gelados, brinquedos e baloiços, ave-marias de olhos fechados, beijinhos tão diferentes de todos porque são eles treinados com uma geração de avanço. Juntos há quase 70 anos, os meus avós são os dois, cada um à sua maneira, uma aorta gorda no meu coração.

E de repente tenho o meu avô aviador, o avô dos barcos à vela e ski com 80 anos, o avô do golf e sestas, Marinha e Força Aérea, o avô, o meu avô, no hospital. Entrada com falta de ar sem previsão de saída. Pior a cada dia, médicos que falam sem nos olhar nos olhos, uma réstia de vida quando o beijei de garganta apertada a testa enrugada. A morte assusta-nos caramba, mas o sofrimento de quem amamos é avassalador. Foram dias que a alma andou num pêndulo de ânsia egoísta do quero-te aqui para mim sempre, ao leva-o rápido, acaba com isto depressa. E a minha avó, pequenina e assustada, mas sempre um furacão de força, sempre ali, incansável de lágrima nos olhos, mão na mão, palavras trocadas entre os dois numa cumplicidade que depois de 70 anos juntos ninguém consegue superar.

Pois bem, graças a Deus, foi um susto, que este cabrão deste destino faz-nos destas, e o avô acorda de um sono estranho, faz gracinhas, ralha, e ri-se para a minha avó, que já perdeu o olhar assustado e lhe dá caldos de mão fechada, novamente segura de si, novamente dona do seu destino.

Obrigada… Obrigada, infinitamente obrigada…

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Onde andas Tata de um raio?

A rever prioridades, a cimentar memórias para que nunca me fujam, a lamber desenfreadamente a minha cria, que a cada dia que passa está mais apetecível, a trabalhar, a apanhar sustos de morte, seguidos de alegrias incomparáveis, a aprender, lá está, que isto na vida nem com 100 anos se sabe tudo...