quarta-feira, 30 de junho de 2010

É de facto horrível sentir que não temos controlo sobre nós próprios. Não no momento que efectivamente nos descontrolamos, porque sentimos um misto de alívio/prazer/merecimento. Mas depois. Quando começamos a racionalizar os impulsos, quando percebemos que, realmente, se nem a nossa própria mente controlamos, quanto mais tudo o resto... Tipo Portugal ter levado na peidola dos panascóis...

terça-feira, 29 de junho de 2010

A tata apagou o contador.
A tata ontem fumou.
A tata sabe que é fraca.
Mas a tata não quer saber.
A tata temeu pela sua lucidez/casamento/emprego/amigos.

E é isto. Um dia tento de novo. Mas hoje não é o dia.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Faz hoje 15 dias que virei mulher física e economicamente saudável. Mas como acho que estou a ficar mentalmente senil, estou a ponderar apagar essa merda desse contador que anda à velocidade de caracol ao lado!!!! Dasse.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E agora o Carlos Cruz diz indignado: "As pessoas gostam de ver os heróis a cair".
Ai sim? Quais heróis? Quem, tu? Só porque tinhas um sofá voador? Manca-te oh pitosga!

Tata numa de opinadora

Ontem ri-me imenso imenso imenso!
Abro o sapo online, onde me vou mantendo assim mais ou menos actualizada, e dou de caras com duas noticias absolutamente cómicas. De bradar aos céus! E claro, pensei logo, epá, esta merda dava um blog!
Então primeiro temos o Carlos Cruz que mete online um site a expor todo o seu caso, tim tim por tim tim, em como é inocente, em como foram mauzões e nem se quer lhe revistaram a casa, pc, telemovel, e ele, coitadinho, preso sem fazer puto de ideia porquê.
Não vou dizer aqui, ai kórror, morte ao pedófilo, sempre lhe topei a pinta com aqueles óculos spooky e mais não sei quê. Mas isto, meus amigos, antes se quer de sair a sentença do senhor é, a meu ver, triste e decadente. Eu sei que ele se fartava buzinar em cima de um sofá falando alegremente de segurança, mas antes de se expor desta forma ridícula e infantil o senhor devia esperar pelo fim da história, caladinho que é para não suscitar mais confusão na opinião publica. Mas isto sou eu, mera tata, que nem se quer gosto de ler jornais.
Agora o melhor. Mesmo.
Então o doidão do bochechas versão pré histórica, esse maluco que nas alturas loucas do pré 25 de Abril saltava que feito maluco em cima da nossa bandeira, todo ele cheio de nojo do nosso Portugal, mais os cabrões dos faxos que roubam dinheiro ao povão, todo ele abraçado à beleza do liberté, egalité e fraternité, agora vem-me todo caquético grunhir do seu iate nas praias dos Algarves, que devemos pagar todos portagens nas scuts?!
(Atenção: não estou a dizer se se devem ou não pagar as ditas e polémicas portagens, só acho, no minímo, sei lá, hilariante, o cabrão do Mário Soares ter esta distinta opinião. Mas mais uma vez, isto sou eu, a tata, que nem se quer gosto de ler jornais).

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A tata é chique

Ontem ajudaram a Tata e o deus Grego a estacionar o automóvel na minha zona.
É verdade. Um senhor conhecido.
Que por acaso até o costumo apanhar no eléctrico ou Pingo Doce.
E ontem ele foi joinha mesmo, a ajudar nas manobras....





(imagem googlada, qualquer coisanha refilem por mail que eu tiro)



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tudo começou...

Quando comecei este blog, o objectivo era voltar a um hábito que tive desde os 8 anos. Escrever. Escrever foi durante muito tempo a minha psicoterapia.
É engraçado ver como as palavras escorriam a uma velocidade estonteante sempre que me sentia triste. Escrevia textos alucinantes, em tons de desabafo, principalmente na minha adolescência que foi regada por uma depressão grave.
A Paixão platónica e impossível, que devia a sua intensidade apenas ao impossível... A quase anorexia histérica resultante de uma solidão atroz e uma autoestima perdida no tempo. E assim, bêbeda de uma dor egocentrica, eu sentava-me à noite e escrevia, escrevia, tal qual alcoólico bebe num bar às 3 da manhã. E sei que os meus textos eram realmente bons. Porque sei que a dor traz consigo uma profundidade que dificilmente se alcança quando se é feliz.
E foi precisamente por isso que deixei de escrever. Porque derepente vi-me cheia de coisas novas e boa, ao lado de um homem ao qual me rendi desesperadamente num acto de fome de amor. E apaixonei-me, desta vez a sério. E entreguei-me por inteiro, sem medo, sem pudor, sem se não.
Não havia palavras para escrever, não havia tempo para pensar, centrei-me pela primeira vez em viver.
Durante muito tempo não pensei no assunto. Cheguei a achar que a felicidade tinha roubado o espaço à inspiração. E à dita profundidade que só se alcança quando infeliz.
Até ao dia que descobri o maravilhoso mundo dos blogs. E o bichinho de deitar cá para fora o que não se diz ao vivo voltou a morder. Só que agora sou diferente. Até porque já sou mulher. Até porque já sei mais ou menos quem sou. Principalmente porque amo e sou, de facto, amada, e bem amada.
Por isso escrevo só e apenas porque sim.