quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Lembram-se do que penei com o meu primeiro filho para dormir? Que só queria colo e tinha cólicas e o camano?
Pois...

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Olá, o meu nome é tata e sou oficialmente mãe de dois filhos.


Dia 16, conforme agendado, lá fui eu para o hospital. De manhã, o meu adonis levou o meu salpiquinho de gente a escola. Quando vi o carro partir, partiu-se também o meu coração, naquele adeus despegado e seguro do meu filho mais velho. E eu, pançuda e nervosa, a saber que aquele seria o dia que mudaria a sua vida de filho único para sempre.
O parto correu bem, num curto espaço de tempo, que juntou lágrimas, tremores incontroláveis, e por fim aquele choro tão forte que assinalou a chegada do Manuel ao mundo. E eu, toda eu hormonas, num misto de medo, pânico, amor inigualável, chorei todas as lágrimas de uma vida quando o vi pela primeira vez.
Ser mulher é fodido. Não falo pelas dores físicas, mesmo eu que sou a maior paneleira desta terra. Falo do choque brutal a que somos expostas nisto de ser mãe. Falo do medo, do amor tão forte que dói. O meu salpico reagiu maravilhosamente à chegada do mano. O dia que nos foi ver, lá se catapultou novamente uma catarata imensa de emoção e amor, ao vê-lo sorrir nervoso para o Mano. 'O Mano já chegou!' Chegou sim salpico. E sei que será o melhor presente que te poderia ter dado na vida. Mas neste momento, oscilo balançante na alegria imensa, e na a dor sempre que me afastas um bocadinho, defendendo-te do meu inevitável afastamento que vem desde o final da gravidez.
Putas de hormonas.
Mas estou feliz. Vou agora ali chorar um bocadinho, acabei de ver uma mosca suicidar-se de encontro ao vidro da sala.

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

A dia e meio de te ver

Count down à séria. Depois de amanhã por esta hora lá estarei eu toda grog com o Manuel nos braços. Estou nervosa como qualquer paneleira que tem medo de hospitais que se preze estaria, mas neste momento o mau estar físico suplanta, e de que maneira, o pavor. Dói-me toda e qualquer articulação deste mutilado corpinho, dói-me a bacia e os rins, tenho as mãos inchadas. Mais que tudo tenho a alma num nervosismo histérico de fêmea mãe, numa curiosidade carregada de beijos por dar ao que lá vem, e numa nostalgia profunda pelo que isso alterará a vida do que já cá está....
Ai tempo de um cabrao... Não sei se te quero urgente, se te quero lento...

sábado, 5 de Julho de 2014

Ponto de situação

Falta uma semana e 3 dias.
Fui finalmente pôr as patas na areia.
Engordei até agora 8 kg.
Estou num misto de medo e xitex.
Agora já não há nada a temer, já tenho data marcada mas se o Manuel nos quiser conheces mais cedo pode vir!
O meu salpico goza os últimos momentos como filho único e isso dá-me uma ligeira vontade de chorar.
Estou calma. E feliz. Numa espera que é agora doce...

quinta-feira, 12 de Junho de 2014

Uma vez mais à espera. Odeio esperar, já vos disse?
As coisas momentâneas tem um poder sobre mim terrível, de inevitabilidade e eternidade. Assim, quando estou a sofrer sofro de corpo e alma, como se o destino me estivesse a colocar naquela situação de forma eterna. Por isso  lido tão mal com a espera. Ah que só faltam 4 semanas, tem paciência. Paciência uma porra. 4 semanas com medo, com dores, 4 semanas a ver o tempo ir devagarinho como tudo custa-me uma vida. Se vale a pena? Sou impaciente mas não sou estúpida, claro que vale. Olho para a minha amostrinha de gente, coisa mais querida, tão preocupado com a mãe, e sei que vale a pena. Vale isto que estou a passar e muito mais. Mas não é por isso que passa a ser fácil.
Bom, estive internada, contrações fortes, depois daquele enxovalho de maleitas que me deixaram de banda. E eu sou uma pessoa que lida mal, muito mal, não só com a espera mas com os hospitais também. O que torna o tempo de espera num hospital um verdadeiro terror. Já estou de volta a casa, sossegadinha como manda a lei, aliviada, mas sempre cm aquela pontadinha de ai Jesus e se?
Sabiam que os elefantes estão dois anos prenhos? Tá-se bem... afinal tá-se beeeeeeeem.......

(visita do nenuco, delirou com a cama articulada e mostrou 258 vezes à enfermeira o meu soro: Óia o dódoi da mãe xôdotoia, ÓIA!!!)

domingo, 8 de Junho de 2014

De baixa...

Como aproveitar uma baixa de gravidez para suporto repouso? Começa-se com um filho mais velho doente, segue-se uma gastroenterite e finaliza-se com umas dores de costas de me fazerem chorar feita criança...

sexta-feira, 23 de Maio de 2014

Bandidos, é agora ou nunca

É assim. Aproveitar que vamos cá andar com finais de champions, rock in rios e afins, que os aeroportos nos despejam cá milhares de pessoas cheias da guito nos bolsos, para lançar uma operação policial especialérrima, que é nada mais nada menos do que...... recolher tam(inspira)pinhas(expira). E para quê, perguntam vocês?? Então para fazer uma importantíssima Bandeira de Portugal de tam(inspira)pas(expira), ora para que é que haveria de ser?!
Agora vou só ali à casa de banho porque estou com algumas contrações histéricas e venho já.
Divirtam-se a ler a notícias abaixo.

ins-pi-ra

São polícias, mas saíram do patrulhamento para dar "caça" às tampinhas. São precisas 20 toneladas para fazer uma bandeira de Portugal gigante para o dia 10 de Junho.

O projecto, denominado "Bandeira da Esperança" e anunciado pelo Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, visa apoiar a selecção nacional de futebol e algumas instituições de solidariedade social, mas tem também outro intuito: que a bandeira entre no livro de recordes do Guinness.
O problema, diz o Sindicato Unificado de Polícias (SUP), é que os polícias envolvidos na iniciativa não são voluntários e até perderam o direito às folgas. À Renascença, o presidente do sindicato, Peixoto Rodrigues, diz que nunca pensou que o envolvimento "chegasse ao ponto de colocar cerca de 15 polícias diariamente a separar tampinhas".
"A polícia retirou elementos da área operacional, cortando-lhes até as folgas, para estarem a fazer aquele serviço, que não faz parte dos conteúdos funcionais da polícia e em nada contribui para uma boa imagem dos polícias e da PSP", critica.
Peixoto Rodrigues lamenta que, "quando recentemente a polícia apresentou uma nova imagem, continua-se a assistir, internamente, a este tipo de comportamentos".
O presidente do SUP diz ainda à Renascença que já se queixou ao Comando de Lisboa e, na reunião que teve, ficou com a ideia que a direcção não sabia que o trabalho não está a ser feito de forma voluntária.
Peixoto Rodrigues afirma que avançou com a denúncia porque recebeu "telefonicamente e pessoalmente queixas de elementos policiais que se sentem de alguma forma constrangidos por estarem a fazerem aquele tipo de serviço e até se sentem humilhados".
Contactado pela Renascença, fonte oficial do comando da PSP promete investigar se há agentes a separar tampas contra a sua vontade, mas sublinha que se trata de um projecto altruísta e humanitário, que deve ser concretizado de forma voluntária