segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Aperto

Deixei dois texugos no quentinho para sair de madrugada rumo ao trabalho... E seja o que deus quiser!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fim do dia e estou tão cansada... E ainda, ou talvez por isso mesmo, sou só mãe a full time. Fim do dia e eu só quero esticar o pernil, ver um bom filme de pijama. Mas ainda há os banhos, o jantar, o pequenino não quer beber o biberão, tenho de me levantar e dá-lo a passear e a cantar enquanto ele se acalma. O mais velho quer atenção e berra do alto dos seus três anos: és feia. E é fim do dia, e eu estou tão cansada. Ignoro o insulto e pergunto como correu o dia na escola. O pequenino como parei de o embalar cospe o biberão e empina-se ao meu colo, tal e qual peixe fora de água. Doiem-me as costas e tenho mais 7 nódoas de leite na camisola que hoje resolvi pôr mais bonita. És feia não xou teu amigo. Concentro-me no pequeno e ignoro mais uma vez um insulto. Ora que porra fui buscá-lo à escola, andamos de baloiço, comprei-lhe duas pastilhas e deixei-o jogar no meu computador. Sou feia porquê? Desisto do biberão e meto o pequenino na cadeira. Ele grunhe e empina-se, forço a chucha com aero om. Cala-se por fim. É final do dia e eu estou tão cansada. Sento-me ao lado do mais velho. Então meu amor o que estás a jogar? Xai daqui, és feia. O pequenino começa a chorar. Levanto-me tiro o computador ao mais velho, agarro-o com força por um braço e sento-o à mesa. ACABOU-SE! Ele estranha o tom e chora, bem alto, chora de forma estridente amuado. O pequenino chora. ACABOU-SE! Agarro no pequeno meto-o na cama, ligo o intercomunicadir e fecho a porta. O mais velho vê que não estou a brincar e cala-se. ACABOU-SE! Meto-lhe o prato à frente, chocos, sei que não gosta. Ele soluça, agarra do garfo e come olhando-me de lado. ACABOU-SE! O pequenino adormece, vejo no intercomunicador. O mais velho pede-me ajuda para comer. Sento-me ao seu lado e sim, ajudo, claro que ajudo. Mas acabou-se esta merda.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Quando nos deixam, assim derepente, sem qualquer tipo de aviso ou preparação prévio, fica entalado na garganta aquele adeus que não se disse, aquele olá que ficou perdido. As pessoas, quando nos deixam assim derepente, sem qualquer aviso ou preparação prévia, deixam-nos um vazio no coração de um espaço que nem nos dávamos conta de como ocupavam. 
A vida e curta demais. Um dia estaremos todos juntos outra vez... De um beijinho ao avo por mim minha querida tia verónica...

Desculpem a falta de acentos mas estou a escrever do tlm...

sábado, 25 de outubro de 2014

Finalmente em casa

Lições de vida nestes dez dias de internamento do meu pintainho pequenino:
O hospital de cascais passou a ser a minha referência para todo e qualquer problema com as minhas crias. Absolutamente espetaculares todas as pessoas que nos atenderam!
Não dormir deixou de ser um problema depois de tantos dias numa cadeira a saltar a cada suspiro da cria. Agora se durmo uma hora seguida estou pronta para uma maratona de 24 horas a dançar kizomba.
Nada, mas mesmo nada nesta vida e mais importante que a saúde dos nossos filhos. Na teoria todos sabemos isto mas sentir na pele a coisa ganha uma outra dimensão. 
Amadureci para aí 145 anos por isso tratem-me com respeito.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Teoria da relatividade

Está tudo bem, ele dorme sossegado, adormece sozinho agarrado ao seu coelhinho, às vezes acorda, sorri para mim, e volta a adormecer. Aqui já me gabaram o menino, ai mãe que bom bebê só tem 3 meses? Abençoada criança! Ai mãe que é um regalo vir aqui só para o ver sorrir, tão sossegadinho mãe, a gente nem o ouve!
E eu fico inchada, com olheiras mas inchada claro... E é engraçado pensar que trocava todos estes elogios pelo meu trombone/dorme no colo/ só me calo a comer de hora a hora que estava saudável em casa há dois meses atrás...

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Parece que há alturas que a vida nos põe à prova. Achamos que a nossa camioneta só dá para 100 kg de areia, nem mais meia grama, e afinal, vai-se a ver e toma lá 18 toneladas e agora salta a ver se não consegues. E realmente conseguimos. parece que um coração elástico de mãe multiplica-nos a força em sintonia com este amor lindo, estranho e às vezes sufocante.
3 meses de Manuel... Não me assustes outra vez assim, está bem?