quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Teoria da relatividade

Está tudo bem, ele dorme sossegado, adormece sozinho agarrado ao seu coelhinho, às vezes acorda, sorri para mim, e volta a adormecer. Aqui já me gabaram o menino, ai mãe que bom bebê só tem 3 meses? Abençoada criança! Ai mãe que é um regalo vir aqui só para o ver sorrir, tão sossegadinho mãe, a gente nem o ouve!
E eu fico inchada, com olheiras mas inchada claro... E é engraçado pensar que trocava todos estes elogios pelo meu trombone/dorme no colo/ só me calo a comer de hora a hora que estava saudável em casa há dois meses atrás...

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Parece que há alturas que a vida nos põe à prova. Achamos que a nossa camioneta só dá para 100 kg de areia, nem mais meia grama, e afinal, vai-se a ver e toma lá 18 toneladas e agora salta a ver se não consegues. E realmente conseguimos. parece que um coração elástico de mãe multiplica-nos a força em sintonia com este amor lindo, estranho e às vezes sufocante.
3 meses de Manuel... Não me assustes outra vez assim, está bem?

sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Quando a baixa começa a saber bem

Uma imperial gelada. Um dia de sol maravilhoso. Um mar brilhante e manso. Um bebê sereno a dormir.

domingo, 21 de Setembro de 2014

Quando achamos que não é possível estar mais cansada... Aproxima-se a perspectiva da noite... Oh céus...

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Setembro

Lá fora chove e está vento. Moro longe de prédios por isso sente-se logo um temporal nestas condições. Parece que o verão se foi de vez apesar do calor. E esta despedida, nos dias mais curtos, nas praias novamente vazias, nas janelas sarapintadas de água traz consigo a neura do fim antes do recomeço. Odeio esta sensação. Mais pesada agora que estou trancada em casa numa vida regrada de três em três horas quando tudo corre bem. Às vezes parece que vivo ansiando o amanhã e de repente o hoje já se foi e afinal era tão bom....
Esta nostalgia é viciante e assassina. Vou beber um copo de vinho. De janela aberta.
Na verdade sempre gostei do som da chuva, porque não bebê-lo até ao fim?

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Às vezes acho que sou má mãe. Que sou egoísta porque sinto falta do meu tempo e do meu espaço. Às vezes acho que sou má mãe porque tenho momentos em que as costas me doem e eu sinto falta de outro som para além do choro de uma criança. Acho muitas vezes, bem mais do que as que queria, que não nasci para isto, que preciso de ar, de sair, de pensar em algo que não as vezes que o menino cagou. Foda-se que tenho tantos momentos que me sinto uma merda, que quero fugir, fumar uma porra de um cigarro, de me sentar 3 minutos seguidos. Que estou farta de fraldas, farta de me sentir um farrapo humano cujo maior desejo é dormir 3h seguidas. Tenho momentos que estou tão farta desta merda toda! Mas depois eles sorriem. O mais velho chama-me pinxeja, e o pequenino ri-se só com um lado da boca quando lhe pego pela milésima vez... E então acho que não sei fazer mais nada a não ser fazê-los felizes...
Cabrões.